terça-feira, 20 de março de 2018

Resenha - O Velho e o Mar


Livro: O Velho e o Mar
Autor: Ernest Hemingway
Editora: Bertrand Brasil 
Nota: ★★★★

Sinopse: Depois de anos na profissão, havia 84 dias que o velho pescador Santiago não apanhava um único peixe. Por isso já diziam se tratar de um salão, ou seja, um azarento da pior espécie. Mas ele possui coragem, acredita em si mesmo, e parte sozinho para alto-mar, munido da certeza de que, desta vez, será bem-sucedido no seu trabalho. Esta é a história de um homem que convive com a solidão, com seus sonhos e pensamentos, sua luta pela sobrevivência e a inabalável confiança na vida



Sempre tive um interesse em ler Hemingway, e sempre tive um receio tão grande de resenhar esse escritor, por tamanha preciosidade que ele nos deixou e tamanha responsabilidade, pois bem, me apaixonei na primeira página deste livro e não consegui mais largar até finaliza-lo.

Nesta história conhecemos o pescador Santiago que está “numa maré de azar”, há 84 dias não consegue pescar nada, seu jovem amigo Manolin foi proibido pelos pais de continuar a acompanhar o velho pescador pois acreditava-se que esse azar, poderia passar para o jovem, então no 85° dia, o velho pescador faz a sua rotina, levanta antes do nascer do sol, pega seu barco e sai para pescar, porém neste exato dia ele consegue pescar um peixe de tamanho descomunal e é a partir desse momento que começa uma batalha entre o velho pescador e o peixe.

“Entretanto, o velho pescador pensava sempre no mar no feminino e como se fosse uma coisa que concedesse ou negasse grandes favores: mas se o mar praticasse selvagerias ou crueldades era só porque não podia evitá-lo”.

O que eu reparei na escrita de Heminway é que é um texto sem intervalos, é um texto corrido, mas isso não denigre a magnitude de sua obra. Muito pelo contrário, com uma história enxuta ele consegue elucidar e delinear as imagens com tamanha clareza na mente do simples leitor.

“Dentro só havia uma cama, uma mesa, uma cadeira e um canto no chão sujo, onde se podia cozinhar a carvão. Nas paredes castanhas do duro guano viam-se uma imagem colorida do Sagrado Coração de Jesus e uma outra da Virgem de Cobre. Ambas eram relíquias de sua mulher. Em tempos, houvera na parede uma fotografia da esposa, mas ele a tinha tirado porque se sentia muito só ao olhá-la todos os dias, agora estava escondida numa prateleira, debaixo de sua camisa lavada..."

O que podemos encontrar nesta história ? Essa é uma história de determinação e superação, de coragem e de força, de crer em você mesmo, e sobretudo amizade. Acredito que seja apenas umas simbologia a batalha do velho e do mar, pois em vários momentos eu parava e pensava ... essa história é sobre nós humanos e sobre a vida. Uma epifania começava em minha mente, recomendo a todos.



E você,  tá lendo?



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